Como vem acontecendo ano após ano, o Twitter; assim como as principais plataformas sociais; e sob a hashtag #ThisHappened, ele fez uma lista dos eventos mais marcantes do ano, em todo o mundo.
Claro, houve notícias que cativaram o público argentino, como a primeira medalha de ouro obtida pela delegação argentina em sua participação no #Rio2016, onde a judoca Paula Pareto alcançou o topo da classificação. pódio.
#VamosArgentina não ficou atrás, foi um dos temas mais utilizados quando a seleção principal de futebol participou da #CopaAmérica e principalmente quando chegou à final onde enfrentou a seleção chilena, infelizmente com vitória da seleção transandina.
Mas o tema mais marcante do ano na Argentina foi #NiUnaMenos. Essa hashtag foi utilizada para organizar marchas convocando pessoas em vários lugares do país a expressarem seu repúdio à violência de gênero e aos feminicídios. A poucos dias do final de 2016 e de acordo com o observatório da organização MuMaLá (Mulheres da Pátria Latino-Americana), os números ultrapassam 271 mulheres assassinadas por sua condição de gênero.
Dados que machucam
Alguns dos dados coletados por Las MuMaLá em 2016:
Feminicídios:
271 feminicídios (12 vinculados feminicídios de mulheres e meninas, e 26 feminicídios vinculados de homens e meninos) e 8 travestis 20 de novembro, é registrado um feminicídio a cada 30 horas, atingindo sua expressão máxima no mês de outubro em que foi registrado um feminicídio a cada 20 horas.
Relações:
75% dos feminicídios foram cometidos por homens do círculo íntimo da vítima, 12% conhecidos, 3% desconhecidos, 10% sem informação.
Denúncias e medidas:
17% das vítimas fizeram denúncias prévias, 10% tinham medidas de proteção.
Idade da vítima - Idade do agressor:
A faixa etária entre 21 e 50 anos responde por 52% dos feminicídios registrados. 68% dos agressores têm entre 19 e 60 anos.
Modo:
Queimados 3%, 13% espancados, 27% com armas de fogo, 32% com facas, 20% sufocados.
Vítimas femininas:
21% estavam desaparecidas
5% foram estupradas ou abusadas
4% eram mulheres grávidas
3% estavam em situação de prostituição
Atualizado em: 12/12/2016 00:00:00
Fonte da informação: Twitter / La Nación / Infobae