#NIUNAMENOS

A HASHTAG USADA PARA PROTESTAR CONTRA A VIOLÊNCIA DE GÊNERO FOI A MAIS USADA NO TWITTER ESTE ANO

De acordo com a rede de microblogging, em 2016 #NiUnaMenos teve uma base de usuários maior, superando a participação da Argentina nas Olimpíadas do Rio de 2016 e na Copa América

A hashtag usada para protestar contra a violência de gênero foi a mais usada no Twitter este ano
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Viernes, 09 de Diciembre de 2016

Tempo estimado de leitura: 2 min.

Como vem acontecendo ano após ano, o Twitter; assim como as principais plataformas sociais; e sob a hashtag #ThisHappened, ele fez uma lista dos eventos mais marcantes do ano, em todo o mundo.

Claro, houve notícias que cativaram o público argentino, como a primeira medalha de ouro obtida pela delegação argentina em sua participação no #Rio2016, onde a judoca Paula Pareto alcançou o topo da classificação. pódio.

#VamosArgentina não ficou atrás, foi um dos temas mais utilizados quando a seleção principal de futebol participou da #CopaAmérica e principalmente quando chegou à final onde enfrentou a seleção chilena, infelizmente com vitória da seleção transandina.

Mas o tema mais marcante do ano na Argentina foi #NiUnaMenos. Essa hashtag foi utilizada para organizar marchas convocando pessoas em vários lugares do país a expressarem seu repúdio à violência de gênero e aos feminicídios. A poucos dias do final de 2016 e de acordo com o observatório da organização MuMaLá (Mulheres da Pátria Latino-Americana), os números ultrapassam 271 mulheres assassinadas por sua condição de gênero.

Dados que machucam

Alguns dos dados coletados por Las MuMaLá em 2016:

Feminicídios:

271 feminicídios (12 vinculados feminicídios de mulheres e meninas, e 26 feminicídios vinculados de homens e meninos) e 8 travestis 20 de novembro, é registrado um feminicídio a cada 30 horas, atingindo sua expressão máxima no mês de outubro em que foi registrado um feminicídio a cada 20 horas.

Relações:

75% dos feminicídios foram cometidos por homens do círculo íntimo da vítima, 12% conhecidos, 3% desconhecidos, 10% sem informação.

Denúncias e medidas:

17% das vítimas fizeram denúncias prévias, 10% tinham medidas de proteção.

Idade da vítima - Idade do agressor:

A faixa etária entre 21 e 50 anos responde por 52% dos feminicídios registrados. 68% dos agressores têm entre 19 e 60 anos.

Modo:

Queimados 3%, 13% espancados, 27% com armas de fogo, 32% com facas, 20% sufocados.

Vítimas femininas:

21% estavam desaparecidas
5% foram estupradas ou abusadas
4% eram mulheres grávidas
3% estavam em situação de prostituição

Atualizado em: 12/12/2016 00:00:00

Fonte da informação: Twitter / La Nación / Infobae

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