Eleições municipais, regionais e gerais. Além das mudanças de governo, as campanhas eleitorais provocaram um “boom” do Twitter entre os políticos. Muitos aderiram a essa “moda” sem saber no que estão se metendo. É por isso que falam sobre isso três especialistas, Mario Tascón, consultor de Comunicação e Internet da Prodigioso Volcán, Yuri Morejon, assessor de comunicação e diretor da Yescom Consulting, e Álvaro Matud, diretor da Área de Comunicação do GAD3, para dar aos políticos as 10 dicas que devem seguir para atrair jovens no Twitter.
- Seja seu. você mesmo.
Esta é a primeira regra de nossos especialistas. “É preciso ter voz própria, não se pode ser apenas uma caixa de ressonância do seu partido”, explica Mario Tascón. A transparência e a naturalidade vão ajudar a quebrar barreiras, diz Morejon, que alerta que “não twittando muito você consegue mais votos”.
- Entre para ficar.
Um dos erros que os políticos que abrem um perfil no Twitter mais cometem é que assim que o utilizam são gerados milhares de seguidores, mas sem muitos tweets. Essas contas costumam ser exploradas durante campanhas eleitorais, como se o perfil fosse apenas mais um palestrante. Tascón aconselha você a ser constante.
- Se você não suporta críticas, é melhor continuar no Facebook.
No Twitter você interage diretamente com o cidadão. Álvaro Matud recomenda escrever “aceitando que tudo o que você disser pode ser usado contra você”. No Twitter, não só os seus apoiantes o seguem, mas muitos cidadãos que não partilham as suas ideias políticas também o podem seguir. É algo que você deve assumir o mais rápido possível e aproveitar.
- Não procure seguidores, mas sim interlocutores com quem você conversa e interage.
O Twitter é uma das melhores redes sociais para incentivar o debate e aprimorar seus argumentos. É preciso entender que você entra na Rede Social para “resolver ou responder perguntas, críticas ou comentários específicos quando seus seguidores precisarem”, explica Morejon e alerta que isso não significa “bombardear”. Tascón insiste que “é preciso ouvir mais do que falar, é preciso copiar um bom atendimento, o que não significa não ser ativo”.
- Contribua com conteúdo para o debate:
Links, dados, vídeos, fotos... Não é aconselhável lançar um tweet contribuindo apenas com uma ideia, aproveite para redirecionar seus seguidores e dar-lhes mais informações sobre o que você está twittando. Morejon lembra que é preciso ser visual para receber mensagens mais pedagógicas.
- Seja divertido, controverso e original, mas com um limite.
É preciso saber encontrar o equilíbrio na língua, não se pode escrever de forma vulgar, mas também não pode ser muito burocrático, alerta Yuri Morejon. No Twitter, destaca Tascón, o que está próximo é muito mais valorizado, porque a hierarquia do mundo convencional não existe, falamos de pessoa para pessoa.
- Inove, arrisque e você terá sucesso.
Você não só precisa falar sobre temas que lhe interessam na Internet, mas também mudar o chip de suas abordagens. Em vez de conceder uma entrevista tradicional, arrisque-se com uma entrevista no Twitter ou promova ações participativas, como fóruns-protesto ou propostas de vídeos, aconselha Morejon.
- Agende seus tweets
Nos horários em que a maioria das pessoas lê você, Álvaro Matud aconselha os políticos que têm mais dificuldade em atualizar seu perfil a qualquer hora do dia.
- Conecte seu Twitter com o resto da sua identidade digital:
Web, blog, flickr, facebook. Muitos políticos criaram um blog há quatro anos e também há quem tenha sucesso no Facebook. Conectar seus perfis pode ajudá-lo a começar no Twitter, recomenda Matud.
- Não seja estúpido, use listas.
É uma das ferramentas mais úteis em uma conta do Twitter para um político.
Fonte da informação: lainformacion.com