Vai manter-se o parecer da Comissão de Defesa da Concorrência, que já começou a recolher declarações “depoimentais” de diversos representantes do sector, com “perguntas que denotam conhecimento do caso”, comentou um dos empresários.
Do Ministério da Modernização garantiram que, além disso, antes do final do ano será publicado um decreto que garante que as empresas possam partilhar infra-estruturas, tendo em vista 2018 em que uma mesma empresa poderá oferecer serviços fixos e móveis, telecomunicações e radiodifusão.
Casos semelhantes
CATEL utiliza a rede e infraestrutura da Movistar operando como Operadora Móvel Virtual (OMV), para oferecer telefonia celular nas províncias de Buenos Aires, Córdoba, Santa Fé, La Pampa, Mendoza, Misiones, Chubut, Río Negro e Santa Cruz. Desta forma, desde novembro, as cooperativas sediadas na entidade podem oferecer soluções integrais aos seus usuários, agregando o serviço móvel à sua oferta de telefonia, banda larga e TV.
Repercussões
Entre as empresas que têm menos de 30.000 clientes, a maioria teme pela sua sobrevivência, porque o poder dos “fundidos” é precedido pela atitude de compra da Cablevisión no 90'.
IPlan
No setor, algumas empresas garantem que a fusão “não muda a nossa estratégia”, como afirmou o presidente da IPlan, Pablo Saubidet, em diálogo com Télam, para lembrar que a empresa nascida na abertura do mercado e com rede IP própria “sabe competir com os grandes”.
Datco
Outros consideram que esta situação “cria uma oportunidade”, como disse. o chefe do grupo Datco, Horacio Martinez, e há quem veja “um sério risco de sobrevivência”, especialmente entre os mais jovens.
Outros
Um grupo de PMEs e cooperativas vê a Telefónica como um “sedutor”, o que agora exige pequenas empresas de cabo, algo que “nunca teria acontecido se a Cablevisión não tivesse entrado na Telecom”, indicou uma PME com forte presença no norte.
Atualizado em: 19/12/2017 00:00:00