DIA MUNDIAL DA SEGURANÇA CIBERNÉTICA

#SegurançaCibernética: Conscientize-se e proteja-se; os perigos que circulam online são reais. Especialistas enfatizam a necessidade de trocar senhas regularmente e ler os termos de uso e condições dos aplicativos, entre outras medidas simples

Dia Mundial da Segurança Cibernética
SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO

Lunes, 30 de Noviembre de 2015

Tempo estimado de leitura: 4 min.

Segurança cibernética. Esta é a palavra-chave na qual toda a sociedade deve estar envolvida. Esta segunda-feira, 30 de novembro, celebrou-se o Dia Mundial da Cibersegurança e a S2 Grupo, empresa especializada em segurança, realizou uma pesquisa para compreender os hábitos da população espanhola em relação à segurança online. Depois de analisar o comportamento de 3.500 usuários, fica claro que ainda há muito a fazer.

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Uma das conclusões surpreendentes é que 47% dos entrevistados declaram ter sofrido um ataque contra sua privacidade, como roubo de palavras-passe, pirataria de contas ou redes sociais, enquanto 60% reconhecem que não alteram regularmente as suas palavras-passe, nem têm um código de segurança ativado no smartphone.

A falta de consciência sobre os reais riscos da Internet é, portanto, mais uma vez evidente. “Do meu ponto de vista, parece que é preciso acontecer mais coisas para aprender que é fundamental, assim como fazemos no mundo físico, tomar medidas que reduzam os riscos em que estamos imersos”, explica Rafael Rosell, Diretor Comercial do Grupo S2, à ABC. E neste sentido, lembre-se de uma frase que Ramón y Canal disse: "O pior não é cometer um erro, mas tentar justificá-lo, em vez de aproveitá-lo como um aviso providencial de nossa leviandade ou ignorância".

Objetivo do "Smartphone"

O usuário ainda não é capaz de reagir e se tornar verdadeiramente consciente dos perigos que circulam na Internet e do alcance que o roubo de sua conta do Gmail ou Facebook pode significar, mesmo que eles são pessoas anônimas e não famosas. “Esta é a nossa luta particular”, reconhece. Por isso nasceu o "Crianças Digitais", um blog que funciona como um ponto de encontro entre pessoas e técnicos para ajudá-los a ter hábitos mais seguros no uso da tecnologia.

Outro problema surge da facilidade com que estamos conectados. Ou seja, o smartphone, aquele pequeno computador que sempre nos acompanha, com o qual você verifica os movimentos da sua conta bancária a partir de uma rede Wi-Fi, com o qual você baixa arquivos e se diverte ao longo do dia com qualquer um dos aplicativos que você instalou.

Todo entretenimento que, no entanto, se tornou alvo prioritário dos cibercriminosos. “Mais de 800 mil novos vírus direcionados são detectados em ambientes móveis a cada trimestre, mais que o dobro de 2013”, diz Rosell. E irá mais longe. De acordo com o relatório da Sociedade da Informação de 2014, mais de 26,5 milhões de espanhóis se conectam regularmente à Internet, a maioria deles através de seus smartphones.

O pior de tudo é que 33% dos entrevistados reconhecem usar seus telefones para compartilhar informações sensíveisou pessoais através de aplicativos como WhatsApp ou serviços de e-mail sem ler os termos de uso e condições que eles exigem (um 43%).

Prevenção

"É absolutamente essencial que o usuário leia as condições de um App", insiste o especialista. "Se estivéssemos cientes desses termos certamente mudaríamos de ideia. Por que um aplicativo gratuito precisaria transformar meu flash em uma lanterna ou permissão para ler meus e-mails? Permissão para acessar todos os arquivos?" ele pergunta. “Quando as coisas são gratuitas, o produto somos nós”, lembra.

Outro fato interessante é que 15% declaram ter sofrido algum golpe online ou cobrança indevida por negligência e que 78% dos entrevistados afirmam ter relutância em entregar seus dados online, conforme afirma o estudo do S2 Grupo. “Por exemplo, existem aplicações que ativam o envio de mensagens premium para determinados números de telefone com a posterior cobrança ao proprietário do telemóvel. Até a ativação de chamadas para números pagos”, exemplifica o especialista.

O trabalho de sensibilização em matéria de segurança digital é fundamental para reduzir estes números. E a prevenção é a melhor forma de evitar sustos ou crimes como fraudes ou roubo de identidade. Hábitos tão simples como “sempre fechar sessões de um computador, alterar senhas de tempos em tempos ou não conectar-se a redes Wi-Fi abertas e desconhecidas podem evitar grandes problemas”, afirma Rafael Rosell.

Atualizado em: 01/12/2015 00:00:00

Fonte da informação: ABC Tecnología

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