"Dei o primeiro celular para minha filha quando ela tinha 9 anos para ligar para ela e organizar como eu a buscava na boate que ela frequentava depois da escola. Dei para meu filho quando ela tinha 11 anos para que ela pudesse ligar para ele e, dessa forma, coordenar a transferência do ensino fundamental para o vestibular", diz Marcelo Lippi, despachante aduaneiro.
Os pequenos Lippi fazem parte do segmento Kids & Teens, ou seja, consumidores de dispositivos tecnológicos que possuem entre 7 e 10 anos. 16 anos. Essa faixa etária representa 30% do mercado de smartphones na Argentina, segundo estudo realizado em junho pela consultoria IPSOS.
Segundo especialistas, a idade adequada depende de vários fatores que devem ser analisados em cada caso particular, entre eles: quão preparada a criança está para entender seu uso como ferramenta de comunicação para uma necessidade específica, e não como brinquedo, e se ela sabe cuidar bem dele para evitar possíveis roubos ou quebras.
"Durante as etapas As características maturacionais não são exatas, ocorrem dentro de uma faixa. Por isso, pode-se dizer que no início da escolaridade, ou seja, quando a criança enfrenta pela primeira vez a integração institucional e é separada do seu círculo primário, ela pode começar a entender como usar o celular para se manter conectada com seus cuidadores, assim como em épocas anteriores, ela foi ensinada a usar o telefone em caso de emergência”, explica a Dra. Elena Scherb, Diretora do Bacharelado em Psicologia da Fundação UADE. Enrique Carrier, da consultoria Carrier & Asociados, comenta que, em termos gerais, na Argentina as crianças recebem seu primeiro telefone quando começam a andar sozinhas na rua.
O que elas querem
De acordo com estudos recentes fornecidos pela Movistar, crianças entre 9 e 13 anos consideram que a idade adequada para ter seu próprio celular é entre 8 e 9 anos, embora a idade real em que todos já têm seu primeiro celular seja entre 11 anos. e 12 anos. A operadora de telefonia observa que o primeiro aparelho é herdado dos pais, que costumam substituir ou atualizar seus equipamentos e repassar o anterior aos filhos.
"O smartphone, embora possa ser bem-vindo, não é prioridade para crianças entre 7 e 12 anos na hora de pedir um aparelho tecnológico aos pais. Basicamente, entre 10 e 12 anos, as crianças costumam se contentar com um celular de baixo custo, enquanto entre 13 e 14 costumam usar um celular de última geração. Por fim, entre 13 e 14 anos costumam usar um celular de última geração. Aos 15 e 16 anos eles tendem para a faixa alta”, explica Esteban Cassani, Gerente Sênior de Marketing Corporativo da Samsung.
O estudo IPSOS descobriu que 81% das crianças entrevistadas entre 10 e 12 anos possuem um telefone celular. “Essas crianças preferem o smartphone ao convencional, pois o utilizam para navegar na internet e se comunicar via WhatsApp”, diz Cassani. “Por meio desse mensageiro instantâneo, as crianças otimizam o desempenho do seu plano telefônico. Na verdade, 7 em cada 10 preferem o chat para se comunicar com amigos e familiares distantes, enquanto apenas 1 em cada 10 adolescentes usa e-mail", relata Movistar, e indica que a maioria das crianças possui uma linha pré-paga, ou seja, são previamente cobrados com saldo para consumir. Cassani, está em fase de “maturidade tecnológica”, já que esses usuários fazem um uso mais refinado e seletivo do aparelho e dos aplicativos “Na hora de escolher o próximo celular, o adolescente olha para a marca e para o acesso à Internet. Além disso, olham para o processador para ter certeza de que o celular é rápido, querem câmeras frontal e traseira com boa resolução”, afirma o executivo da Samsung. E acrescenta que crianças de todas as idades preferem modelos com tela de 4,5” ou maiores e teclado touch.
Na hora de escolher um celular para os filhos, os pais devem considerar que ele é feito de um material sólido para que seja mais resistente a choques e quedas. Por isso, é aconselhável descartar os mais delicados. Nunca é demais colocar um protetor ou capa de silicone ou similar nele.
Tudo sob controle
Scherb enfatiza que não é recomendado que crianças muito pequenas lidem sozinhas com a interação com os dispositivos, por isso os adultos devem ter controle sobre as comunicações das crianças. Com esta explicação refere-se a uma situação comum: as crianças têm demasiadas conversas com outras pessoas através do WhatsApp ou outra plataforma semelhante.
Como conselho final, o profissional da UADE conclui: “Os pais devem ajudar e acompanhar a criança na integração com o mundo digital.
Atualizado em: 19/08/2015 00:00:00
Fonte da informação: Por Débora Slotnisky| Para LA NACION