O Ministério das Comunicações informou hoje que finalmente cedeu a parte do espectro destinada à telefonia 4G pela qual concorreram Claro, Movistar e Personal (oferecendo um total de 2.233 milhões de dólares), o restante do que cederam em dezembro passado e que permitiu o início da telefonia 4G no país.
O fato é que o 4G, na Argentina, funciona em dois blocos: o chamado AWS, ou banda 4 (uma combinação de frequências em 1700 e 2100 MHz), que é o que as operadoras locais estão usando hoje (e assinantes que já possuem telefones compatíveis), e 700 MHz, que no caso da Argentina é a banda 28 ou APT (existem várias implementações de 700 MHz).
Essa frequência é muito atrativa porque é ideal para áreas suburbanas e rurais, pois permite áreas de cobertura muito grandes, e é a chave para que as operadoras locais cumpram os horários programados para a implantação de redes 4G no país. (que tem cinco anos para chegar a todas as cidades com mais de 500 habitantes).
A expansão do 4G implica uma melhoria do 3G na parte de conectividade (a velocidade com que um telefone, tablet ou antena acessa a Internet), mas não afeta as chamadas, que continuam a ser feitas através de 2G ou 3G.
Poucos telefones por enquanto
A Um ponto a ter em mente é que por enquanto há muito poucos telefones vendidos no país que suportam o Faixa de 700 MHz, algo que mudará nos próximos meses, acompanhando a implantação desta frequência. Os telefones que funcionam com 4G na Argentina são aqueles que possuem AWS e (eventualmente; não é exclusivo) a banda APT de 700 MHz. Se o telefone tiver apenas AWS e atingir uma área onde existem apenas antenas 4G de 700 MHz, não terá esse serviço (sim, 2G ou 3G).
A banda de 700 MHz é a atribuída às três empresas: Movistar (703-713 MHz e 758-768 MHz), Personal (713-723 MHz e 768-778 MHz) e Claro (723-738 MHz e 778-793 MHz).
Os três operadores locais têm agora 10 dias úteis para efetuar o pagamento correspondente que lhes permite utilizar essas frequências.
Fonte da informação: La Nación Tecnología