CONECTIVIDADE: BENEFÍCIOS DA FUTURA TECNOLOGIA 5G

Estima-se que, internacionalmente, a quinta geração da tecnologia de telefonia móvel só começará a ser implementada em 2020.

Conectividade: Benefícios da futura tecnologia 5G
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Jueves, 01 de Noviembre de 2018

Tempo estimado de leitura: 4 min.

Em meio ao desenvolvimento da rede 4G em nosso país, já começamos a ouvir falar do próximo salto tecnológico em conectividade: o 5G. Diferentes avanços e acordos entre a comunidade internacional já permitem antecipar suas vantagens, embora se espere que esta tecnologia só comece a ser utilizada em 2020.

Vantagens

Maior velocidade

A futura rede 5G promete mais velocidade que a atual, mas até que ponto isso acontecerá ainda não está totalmente claro. Foram realizados testes que ultrapassam 10 Gbps, o que supera quase 10.000 vezes a velocidade média do atual 4G na Argentina. De referir que estas foram realizadas em condições de “laboratório” e são muitos os factores que irão afectar esse número uma vez instaladas as redes, desde a selecção das frequências do espectro até ao número de dispositivos ligados. Em qualquer caso, embora o salto do 3G para a tecnologia hoje utilizada implicasse fundamentalmente conexões mais rápidas, o do 5G implica outra série de vantagens que podem ser consideradas ainda mais importantes. e uma resposta dentro de uma rede. Por exemplo, aquele que aparece quando pressionamos o botão play (►) de um vídeo online até que esse conteúdo comece a ser reproduzido, ou entre quando clicamos no link de um site e ele começa a carregar. Nas redes 3G, esse tempo de resposta é em média de 120 milissegundos (ms) e a chegada do 4G reduziu esse tempo pela metadeou até menos, mas o salto do 5Gpromete ser muito maior: estima-se uma latência de 1 ms, o que o torna praticamente imperceptível.

Talvez pareça irrelevante, mas para muitos novas tecnologias esta velocidade de comunicação é muito mais necessária do que a capacidade de baixar rapidamente grandes volumes de dados. Por exemplo, um carro inteligente viajando a 100 km/h em uma rede 4G com latência de 50 ms pode percorrer até 1,4 metros entre receber a ordem de frear e chegar ao veículo. Em uma rede 5G, essa distância, que pode ser a diferença entre sofrer um acidente ou evitá-lo, é reduzida para menos de 3 cm.

O caso dos carros inteligentes não é o único: esse tipo de precisão permitiria processos remotos, como intervenções cirúrgicas remotas, que hoje não são viáveis, e facilitaria a operação de milhares de dispositivos conectados no Ecossistema da Internet das Coisas, que não exigem altas velocidades de upload e download de dados, mas sim uma rede que garanta instantaneidade.

Densidade e consumo de energia

Precisamente o avanço do 5G, juntamente com a implantação do IPv6, aponta para o desenvolvimento massivo da Internet das Coisas. Não só por questões de latência, mas também porque garante espaço suficiente para milhares de dispositivos ingressarem na rede simultaneamente: 3G e 4G são tecnologias muito sensíveis à quantidade de celulares conectados na mesma área (um estádio de futebol cheio, um recital), mas o 5G terá capacidade para suportar uma densidade de até 1.000 dispositivos por m2, possibilitando, além dos celulares, um grande número de sensores, wearables, câmeras e dispositivos IoT.

Ao mesmo tempo, a nova rede pretende ser muito mais eficiente do que as atuais em termos de consumo de energia. Estima-se que alcançará uma economia de 90% em relação ao 4G, contribuindo também para uma maior vida útil da bateria dos equipamentos.

O progresso até agora

A comunidade internacional já está trabalhando duro para ter o padrão 5G pronto no curto prazo, ou seja, para estabelecer os padrões e especificações que todos os envolvidos na nova tecnologia devem seguir. Em dezembro de 2017, o 3GPP (Programa de Parceria de 3ª Geração), organização responsável por definir as características da comunicação móvel, deu um grande passo ao anunciar oficialmente o primeiro padrão 5G não independente, projetado para funcionar nas atuais redes LTE. A versão autônoma, aquela que permite a implantação do 5G em novas redes, sem a necessidade de utilização da infraestrutura existente, foi confirmada em junho deste ano. Agora que ambas as “metades” do padrão estão prontas, desenvolvedores, fabricantes e governos poderão avançar com mais facilidade e na mesma direção para tornar esta tecnologia uma realidade.

Atualizado em: 01/11/2018 00:00:00

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